Língua

LÍNGUA é um sistema gramatical pertencente a um grupo de indivíduos. Expressão da consciência de uma coletividade, a LÍNGUA é o meio por que ela concebe o mundo que a cerca e sobre ele age. Utilização social da faculdade da linguagem, criação da sociedade, não pode ser imutável; ao contrário, tem de vir em perpétua evolução, paralela à do organismo social que a criou.

Certamente, para alguns, Física não tem relação alguma com a Língua, porém essa é uma asserção falaciosa, pois René Descartes, primeiro filósofo moderno, estudou a linguagem. Na verdade, durante os séculos XVI e XVII, os filósofos pesquisavam sobre língua, ciência e matemática, havia bastante interdisciplinaridade.

Confira a etimologia da palavra “Física”:

lat. physìca,ae ‘ciências naturais’, do gr. phusiká ‘coisas naturais’, pl. neutro do gr. phusikê,ês ‘ciência, estudo da natureza’, substv. do adj. gr. phusikós,ê,ón, de phúsis ‘natureza’, der. do v. phúó ‘brotar, nascer, crescer’; o título do tratado sobre física Tà Phusiká, de Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), ainda que não original, é do seu tempo; ver fisic(o)- e fisi(o)-

O termo vem do grego φύσις (physis), que significa natureza, pois nos seus primórdios ela estudava, indistintamente, muitos aspectos do mundo natural.

Embora Descartes faça apenas poucas referências à linguagem em suas obras, certas observações sobre a natureza da linguagem desempenham papel significativo na formulação de sua concepção geral. No curso de seu estudo, cuidadoso e intensivo, dos limites da explicação mecânica, que o levou além da Física à Fisiologia e à Psicologia, chegou à conclusão de que o Homem possui faculdades exclusivas, que não podem ser explicadas em bases puramente MECANICISTAS do funcionamento e do comportamento corporais humanos.

http://en.wikipedia.org/wiki/Mechanism_%28philosophy%29 > MECANICISMO

A palavra é um instrumento do pensamento e da auto-expressão. Desempenha um papel imanente e constitutivo ao determinar a natureza dos processos cognoscitivos do homem, sua força pensante e criadora do pensamento, sua concepção do mundo e os processos de concatenação das idéias. De modo mais geral, uma língua humana, como totalidade organizada, interpõe-se entre o homem e a natureza interna e externa que atua sobre ele.

Em suma, uma das contribuições fundamentais daquilo que chamamos Lingüística Cartesiana foi a observação de que a linguagem humana, em seu uso normal, está livre do controle de estímulos externos ou de estados internos identificáveis independentemente, e não se restringe a nenhuma função comunicativa prática, em contraste, por exemplo, com a falsa linguagem dos animais. A linguagem oferece meios finitos, mas possibilidades infinitas de expressão, coagidas unicamente pelas regras de formação do conceito e de formação das frases, sendo estas parcialmente particulares e idiossincrásicas, mas também parcialmente universais, um dote humano comum.

O ponto de vista dominante durante todo este período é que as línguas são o melhor espelho do espírito humano.

Finalmente, quero reiterar o laudável mérito do insigne gramático lingüista grego Apolônio Díscolo, que viveu e gramaticou no segundo século da era cristã, por suas contribuições na teoria da sintaxe.

O seguinte aforismo consubstancia o VERNÁCULO DA FÍSICA:

“O Homem é apenas metade de si mesmo, porque a outra metade é a sua linguagem”

, por isso investir nela constitui a busca da plenitude.

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