A questão do ”Ter”

Eu não entendo quase nada sobre a vida; Porque tenho que querer entender tudo? Isso gera Dukkha, ao menos para mim.

Quando me formei na globalidade de um ser humano, levei algum tempo para entender que era vivo. Mesmo sem saber o que é vida ou conhecer a vida eu sabia que era vivo e esta informação por si somente já era suficiente no plano da plausibilidade, sem necessitar de questionamentos mais amplos e criteriosos. Ainda hoje, é certo que não entendo a vida; tenho alguns modelos teóricos que tentam explicar certos fatos e algumas leis empíricas, baseadas apenas em experimentação, que modelam meu entendimento acerca do assunto. Não preciso deter o conhecimento sobre a vida para afirmar que, no meu início dessa ‘coisa” chamada vida, não conhecia absolutamente nada da realidade em que vivia e ainda vivo. Isto é,aceitava o modelo sem perceber que passaria o resto da minha vida discordando, simplesmente por aceitar iludido.

A autodescoberta depende muito da relação com outrem. Não existe ”Eu” senão nos laços dos outros ”Eu’s”.
Uma definição minha; deficiente como todas outras:
O ”Eu” É o que se TEM para compartilhar.

3 PALAVRAS IMPORTANTES : É/ TEM/ compartilhar

Pois bem. Não precisa muito raciocínio lógico e espiritual para perceber que as pessoas vivem desejando coisas boas para si e, eventualmente, para os outros, entretanto não prezam por essas mesmas coisas, isto é, não possuem, pois, de acordo com a lei do retorno, você recebe aquilo que dá. Se não tem, como que poderá dar? A questão seria impossível de resolver em bases materialistas. Há, porém, algo maior que a conservação da matéria, a presença da LEi.

No plano da moralidade, as ações de qualidade positiva funcionam da mesma forma que as ações de qualidade negativa.
Uma pessoa só pode Ser se Viver, e viver implica em possuir interação.
Antes de TER qualidade positiva, precisa-se SER um recipiente de qualidade positiva, mas, antes disso, é necessário compartilhar!

Compartilhar no plano materialista é um verbo muito limitado, porém,quando analisado com argúcia, é extrematmente rico em semanticidade.
Antes de TER qualidade positiva, precisa-se SER um recipiente de qualidade positiva, mas, antes disso, é necessário COMPARTILHAR a qualidade positiva; aqui já não há a limitada conservação da matéria, mas basicamente a conservação da LEI!

Não querendo ser pragmático, mas a pessoa que desejar TER a plena qualidade positiva terá de facilitar o fluxo para os outros Eu’s, outros seres, independentemente da espécie. A LEI é universal e não apenas humana!!

Minhas ações fazem parte do que COMPARTILHO; que fazem parte do que SOU; que fazem parte do que TENHO.

Isso faz parte do que estou com vontade de falar agora.  Dá para entender??
Se não, ótimo! Pois não precisamos do estrito sentido de entender pautado na lógica racional nesse momento, mas o entender com os olhos da consciência!

O ”Eu” É o que se TEM para compartilhar.                       Alexandre Hefren

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